26 de abr. de 2011

Manuseio de Produtos Químicos, Prevenção de acidentes e doenças no Lar


Grande número de produtos químico são utilizados no lar, tornando-se necessário o conhecimento dos efeitos dos mesmos para que se evitem danos à saúde:
a) FATORES QUE AUXILIAM O SURGIMENTO DE DOENÇAS:
·         Tempo de exposiçãoquanto maior a exposição de uma pessoa aos produtos químicos, maiores as possibilidades deste produto causar danos à saúde.
·         Concentração do agentequanto maiores as concentrações dos agentes, maiores são as chances de alterarem a saúde.
·         Toxicidadealgumas substâncias são mais tóxicas que outras, se comparadas a uma mesma concentração.
·         Forma com que o contaminante se apresentagás, líquido, vapor, etc. Isto tem relação com a forma de entrada deste tóxico no organismo.
·         Susceptibilidade individualalgumas pessoas são mais sensíveis que outras a determinados agentes químicos.

b) VIAS DE ABSORÇÃO DE MATERIAIS:
·         Por inalaçãoquando se está em ambiente contaminado,pode-se absorver a substância nociva pela respiração.
·         Pela pelecertas substâncias podem entrar no organismo pela pele, mesmo que o contato seja breve, mesmo sem ferimentos.
·         Por ingestãoesta via de penetração ocorre ou por refeições em locais contaminados ou por não ser realizada higiene das mãos antes das refeições.

c) EFEITOS NO ORGANISMO:
·         IRRITAÇÃO dos olhos, nariz, garganta, pulmões ou pele, geralmente causada por produtos na forma de gás ou vapor, como vapores de ácidos, amoníaco, solventes (thinner), cimento, poeiras, etc.
·         ASFIXIA que ocorre por deficiência de oxigênio no organismo. São exemplos de asfixiantes o monóxido de carbono(onde tem fumaça ele está), dióxido de carbono, acetileno, metano, etc.
·         ANESTESIA que é provocada por certos gases ou vapores que, após inalados, causam sonolência ou tonturas. Exemplos: éter etílico, acetona, tricloroetileno, clorofórmio, etc.
·         INTOXICAÇÕES que podem ser agudas ou crônicas. O benzeno, por exemplo, pode causar aplasia de medula e leucemia. O tricloroetileno lesões no fígado e rins.

d) PREVENÇÃO:
·         Seguir sempre a orientação adequada no manuseio destes produtos.

·         Inseticidas devem ser mantidos em locais próprios, longe de alimentos, fora do alcance de crianças e identificados com rótulos visíveis.

·         Evitar usar inseticida sob a forma de vapor, aerosol ou fumaça em ambientes fechados com a presença de pessoas. Aerosóis usados perto do fogo podem explodir.

·         Usar raticidas somente em locais isolados, distante de animais domésticos e pessoas. Somente liberar o acesso ao local após limpeza do ambiente.

·         Fumaça e gases provenientes da queima de borracha, plástico, cloro, solventes, detergentes, papel, etc. contém substâncias tóxicas. Eliminar a fonte da fumaça e ventile o ambiente.

·         Não guardar produtos como soda cáustica, querosene, detergentes, álcool, água sanitária, thinner, amoníaco e desinfetantes em geral embaixo da pia, tanque ou na parte baixa de armários, pois são locais de fácil acesso para crianças.

·         Não reutilizar embalagens de produtos de limpeza.

·         O uso de qualquer medicamento deve ser feito com orientação médica. Guardar fora do alcance de crianças. Os psicotrópicos (tranquilizantes, hipnóticos, etc.) devem ser trancados.

·         Não ligar o automóvel em garagem fechada.

·         Manter plantas tóxicas em locais inacessíveis a crianças.

·         Não manter produtos tóxicos em garrafas de refrigerantes ou embalagem de guloseimas.

·         Não comprar enlatados cujas embalagens estejam velhas, estufadas ou enferrujadas.

Leia mais

25 de abr. de 2011

Investir em ergonomia aumenta a produtividade e reduz custos

Dados da Previdência Social mostram que cerca de 90% dos trabalhadores que se afastam por algum benefício são por doenças osteomusculares e sofrimento mental.

Atualmente as empresas têm em seu quadro um grande contigente de pessoas se afastando por esses problemas.

A ferramenta para resolver esse problema é a ergonomia, pois é a ciência que estuda e analisa os fatores de risco que causam as doenças osteomusculares e sofrimento mental. 

O grande problema nas empresas é a falta de organização do trabalho, a má gestão que não observa o esforço físico, a repetitividade, as más posturas, metas inatingíveis, entre outros.

Os benefícios da ergonomia são: prevenção de acidentes do trabalho, prevenção de doenças ocupacionais, melhoraria das condições de trabalho, evitar o erro humano, promover a integridade física e psicológica, melhorar a integração, aumentar a produtividade nas empresas e reduzir custos.

Saiba mais
Um laudo ergonômico também resguarda a empresa contra ações judiciais e indenizatórias. 

As empresas e instituições que empregam pessoas são obrigadas a ter uma análise ergonômica do trabalho, nos padrões indicados pela legislação. Na ausência desse trabalho, as empresas podem ser multadas.

Existem órgãos fiscalizadores que podem cobrar este documento, como a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o Ministério Público do Trabalho (MPT), sindicatos trabalhistas, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), além de associações de classe.

Data: 20/02/2011 / Fonte: odiario.com 

18 de abr. de 2011

Ergonomia eleva qualidade no trabalho


Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom
Disposição, motivação, atitude, criatividade e a busca constante por conhecimento são elementos fundamentais para o bom desempenho no trabalho. E para que o rendimento não caia e leve junto a saúde física e mental do profissional, o ambiente de trabalho deve proporcionar condições ergonômicas favoráveis para que a sensação de dever cumprido no fim do expediente não se transforme em constante sensação de dores nos ombros, costas, braços, dedos, pulsos... Este é um risco para quem passa boa parte do dia em frente ao computador, de modo especial para os que não contam com mobiliário adequado e não têm consciência postural.
Por meio da Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17), que regulamenta as exigências ergonômicas no ambiente de trabalho, a legislação garante a saúde, segurança e o bom desempenho do trabalhador. A ergonomia compreende a fisiologia e a psicologia do empregado. As exigências englobam cuidados com o mobiliário, equipamentos e com a organização das atividades. Pausas no trabalho, conforto térmico, luz, ventilação e até a decoração do ambiente também são levados em conta. 

 “Imagine o quanto é estressante o trabalho de um profissional de telemarketing pelo simples fato de trabalhar com metas. Uma sala com cores fortes estressaria ainda mais esse funcionário. A NR-17 diz que todo empregador deve adequar o ambiente às características psicofisiológicas do empregado, segundo suas atividades", ressalta Fábio Guardiano Magrini, ergonomista e fisioterapeuta do trabalho.

Em Bauru e região, Magrini realiza um trabalho junto às empresas que permitem a adequação desses ambientes através de um levantamento biomecânico de riscos ergonômicos. "Após as etapas da análise, criamos um laudo para gerar soluções para as melhorias. Às vezes, por meio de uma pequena adequação, a empresa e os funcionários ficam livres de problemas relacionados às doenças ocupacionais, como o Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT).
 

Segundo o ergonomista, a disposição dos elementos de uma mesa de escritório, por exemplo, pode causar ou evitar lesões. O telefone colocado do lado contrário de onde está a mão usada para atendê-lo pede que a pessoa cruze o braço sobre seu corpo causando, assim, um pequeno esforço que, a longo ou médio prazo, provavelmente causará uma lesão. "Fiz um teste em certa ocasião e constatei que, em média, um trabalhador com turno de oito horas diárias chega a passar mais de três delas ao telefone. Por isso, o ideal é que o aparelho esteja na posição correta, ou seja, próximo à mão usada para atendê-lo.
 

Quem nunca se pegou apoiando o telefone entre o rosto e o ombro enquanto usa as mãos para outra atividade? Tal atitude pode causar uma lesão por encurtamento muscular do pescoço.
 

Adequação
No caso do uso de computadores, é preciso organizar a disposição física dos equipamentos, ou seja, o espaço que o funcionário tem em sua mesa e que envolve os objetos de trabalho. O ergonomista Fábio Magrini orienta que o monitor, assim como o teclado, seja ajustado de modo que fique alinhado com a visão do usuário. Ao digitar, as mãos devem ficar o menos inclinadas possível. 

"Lateralizado, como vejo em muitas empresas onde presto assessoria, a pessoa até ganha mais espaço, porém, os movimentos de inclinação causam desconforto ao fim do dia." O corpo tende a se adaptar ao ambiente, que quando planejado de maneira desordenada, gera muito esforço e pode causar lesões.

Data: 13/03/2011 / Fonte: JCNET 

11 de abr. de 2011

Lesões biomecânicas são as que mais causam afastamentos

As lesões ocupacionais biomecânicas são responsáveis pela maior parte dos afastamentos de trabalho e têm relação com o carregamento de peso e transporte de carga, onde não existem bancadas adequadas ou mesmo uma estrutura específica para o funcionário realizar suas atividades. Nesses casos, a lesão na coluna é a grande vilã, segundo Fábio Guardiano Magrini, ergonomista e fisioterapeuta do trabalho.

Pensando nesse tipo de risco, a Proform, empresa do grupo Tiliform, implantou a ginástica laboral e adequou os aspectos que envolvem ergonomia e segurança no trabalho. "O ambiente foi avaliado por função. Acentos reguláveis, carrinhos hidráulicos para amenizar o esforço físico, apoio para os pés, nivelamento das telas dos computadores e talhas mecânicas para elevar turbinas, entre outros, foram alguns dos ajustes feitos", afirma Gilberto Duarte Carrijo Júnior, gerente operacional. 

Como retorno dos investimentos feitos pela empresa para se adequar às normas de ergonomia no trabalho, Carrijo cita a satisfação dos colaboradores, que rendem mais ao atuarem de forma mais confortável e segura em seu dia a dia de trabalho. 

Outro fator importante é a redução dos casos envolvendo lesões e, por consequência, de afastamentos de funcionários.

Insatisfação

Segundo o médico do trabalho e ortopedista Fábio Pinto Nogueira, é muito comum encontrar trabalhadores insatisfeitos com seus cargos, ambiente de trabalho e salários. Inconscientemente, esses profissionais somatizam essa carga negativa e transferem tais tristezas para dores orgânicas. 

"É um processo de difícil diferenciação, contudo, o médico do trabalho, conhecedor dos mecanismos físicos e orgânicos, consegue definir qual é a origem da queixa, se ela é orgânica ou de fundo psicológico".

O que também não é incomum é o fato de trabalhadores fingirem dores e lesões, uma vez que existem interesses secundários tais como aposentadoria, ganhos previdenciários, entre outros objetivos que podem levar a determinadas simulações



Data: 14/03/2011 / Fonte: JCNET



4 de abr. de 2011

Ginástica Laboral previne doenças e promove bem–estar

Promover o bem-estar e prevenir doenças. Estes são os principais objetivos da ginástica laboral, a atividade física realizada através de exercícios de alongamento e fortalecimento dentro do ambiente de trabalho. 

Cada vez mais adotada pelas empresas preocupadas com a saúde de seus funcionários, esse tipo de ginástica ainda promove a melhora da consciência corporal, da coordenação motora e do equilíbrio físico e mental, explica o professor do curso de Educação Física da Universidade Metodista de São Paulo Eduardo Okuhara.

A ginástica laboral pode ser aplicada em três momentos - antes, durante ou depois do trabalho, dependendo da possibilidade do colaborador. "Feita antes, ela tem uma função de preparação. Já durante, tem o objetivo de compensação e depois, de relaxamento", explica Okuhara. 

Os exercícios devem durar em torno de 10 a 15 minutos. "Trata-se de uma pausa, com exercícios de alongamento, fortalecimento, coordenação e atividades lúdicas, inclusive com utilização de materiais como bexigas, arcos, bolinhas e até bastões", diz o professor. 

Benefícios para todos

Não é apenas o funcionário que sai ganhando com a ginástica laboral. As empresas que optam por implantar esse tipo de atividade também vêem retorno a médio e longo prazo."Se a corporação mantém um funcionário saudável, eventuais gastos com doenças serão evitados no futuro", afirma a fisioterapeuta Fabiana Louro Fontalva. Ela assegura que qualquer instituição, independentemente do ramo, pode adotar um programa de exercícios. "Há empresas em que o serviço não pode parar. Nesse caso, pode ser feito um revezamento entre os funcionários", aconselha.

O custo para a corporação depende de uma série de fatores, como porte e especificidade da função da empresa e quantidade de intervenções desejadas. "De qualquer forma, trata-se de um investimento", afirma Okuhara, que aponta os benefícios do investimento. "Para a companhia, falando comercialmente, a atividade física melhora a relação interpessoal. Além disso, o colaborador tem mais disposição para o trabalho e a empresa acaba tendo alguns benefícios em termos de encargos sociais."

Novidade
Ainda pouco conhecida, nova modalidade de ginástica laboral com aulas de boxe, pilates no solo, alongamento, taishishuan e recreação com música vem conquistando vários adeptos entre os empresários.

A ideia é oferecer aulas diferenciadas e sempre em grupo. "Nossa programação tenta atingir todos os funcionários", explica o personal trainer, Flavio Evangelista. A empresa reserva o final do expediente para as aulas, que acontecem de duas a três vezes por semana. "Sabe-se que na meia hora final é quando as pessoas estão se preparando para ir embora, então a atividade aplicada neste horário não afeta a produtividade do funcionário", diz Evangelista. 

O personal trainer explica que os participantes têm a oportunidade de opinar em relação aos exercícios.

"A ginástica laboral não é mais algo que a pessoa sofre de forma passiva. Agora, ela é sujeito ativo. A proposta vai se moldando dentro do estilo do funcionário e da empresa", esclarece.

Data: 10/03/2011 / Fonte: Diário do Grande ABC