29 de nov. de 2010

CAMPANHA DE NATAL DOS CORREIOS!!!


Realizada há mais de 20 anos, o Papai Noel dos Correios é uma das maiores campanhas sociais natalinas do Brasil. Distribuir presentes não é meta institucional da campanha, a principal preocupação é responder aos remetentes das cartinhas endereçadas ao Papai Noel e promover a mobilização dos Correios e da sociedade em torno dos sonhos das crianças brasileiras. A disseminação, em todo país, de valores natalinos como amor ao próximo, solidariedade e felicidade é o principal benefício conquistado graças à vontade dos mais de 108 mil empregados e à solidariedade da sociedade brasileira.

Em 2010, foram estabelecidas parcerias com escolas públicas, creches e/ou abrigos que atendem crianças em situação de vulnerabilidade social. Desta forma, a campanha alinha-se a um dos Objetivos do Milênio estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), denominado "Educação básica de qualidade para todos". A campanha terá por objetivo responder às cartinhas das crianças em situação de vulnerabilidade social que escrevem ao Papai Noel e também estimular a redação de cartas manuscritas, além do uso correto do Código de Endereçamento Postal (CEP) e do selo postal.

Objetivos

Levar o encantamento do Natal a milhares de crianças por todo país é o principal objetivo de uma das maiores campanhas sociais natalinas do Brasil, o Papai Noel dos Correios.

Além disso, a campanha tem por objetivo específico responder às crianças que escrevem ao Papai Noel e atender, sempre que possível, aos pedidos de presentes de Natal das que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Em 2010, mais um importante objetivo foi estabelecido: trabalhar com as crianças o poder da comunicação por meio da redação de cartas ao Papai Noel. A meta é contribuir para o desenvolvimento da habilidade da escrita, da redação de carta e do endereçamento correto, com destaque para a importância do Código de Endereçamento Postal (CEP) e do selo postal.

Benefícios e contribuições para sociedade

O principal benefício que o Papai Noel dos Correios proporciona à sociedade é a disseminação em todo país dos valores natalinos como amor ao próximo, solidariedade e felicidade. A união de empregados ecetistas e sociedade brasileira em torno da realização dos sonhos infantis é a maior contribuição social da campanha.

Em 2010, a campanha ganhou mais um objetivo: contribuir para o incentivo à escrita por meio da redação de cartas. Distribuir presentes não é meta institucional da campanha Papai Noel dos Correios. A principal preocupação é responder aos remetentes das milhares de cartinhas endereçadas ao Papai Noel. Sensibilizados com os pedidos contidos nas cartas selecionadas, os Correios convidam a sociedade para integrar essa mobilização nacional e realizar sonhos!

Cronograma nacional

O período de recebimento e adoção de cartas, envio de resposta às crianças e entrega dos presentes é definido pela Diretoria Regional de cada um dos estados, porém deverá estar compreendido no período indicado abaixo. Para conhecer o período da campanha em seu estado, entre em contato com o representante do seu estado.

o Recebimento e adoção de cartas, envio de resposta às crianças e entrega dos presentes pelos Correios: 04/10/2010 a 17/12/2010

o Lançamento nacional da campanha: 05/11/2010

o Encerramento nacional da campanha: 20/12/2010


26 de nov. de 2010

27 de Novembro “Dia do Técnico de Segurança do Trabalho”


Parabéns a todos os Técnicos de Segurança do Trabalho!

A intenção é homenagear a categoria que sempre se preocupou com o bem estar dos trabalhadores, pois a segurança dos trabalhadores é essencial e está em nossas mãos.




16 de nov. de 2010

Aline





"A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário!"

8 de nov. de 2010

Construção civil combina recorde de empregos e problemas!

Data: 07/10/2010

Milhares de trabalhadores marcharam pelas ruas do centro de São Paulo/SP no dia 7 de outubro, Dia Mundial pelo Trabalho Decente, em manifestação que reuniu as principais centrais sindicais do país. Uma das reivindicações destinadas ao ministro do Trabalho Carlos Lupi diz respeito à "garantia de crescimento com geração de postos de trabalho decentes, que são essenciais para superar a crise e por fim à pobreza". Em termos de crescimento, um dos setores que mais tem se destacado no Brasil é certamente o da construção civil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o incremento no 1º semestre deste ano foi de 15,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em julho de 2010, a somatória de trabalhadores formais na construção civil foi recorde, de acordo com pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento registrou 2,7 milhões de pessoas no setor. Em 2010, são mais de 314 mil novos postos. O índice é 12,79% maior que a quantidade de empregos dos sete primeiros meses de 2009. Os dados acumulados dos últimos 12 meses mostram um aumento de 16,67%. O crescimento também é expressivo em São Paulo, estado mais rico do país. Os formalizados da construção chegaram a 742 mil. Houve, nos 12 meses, 78,7 mil contratações - 11,86% a mais que o período anterior.

Os vistosos números seguem acompanhados, contudo, de outros dados preocupantes relacionados à garantia de trabalho decente. Aspectos como acidentes (e subnotificações), intensificação, terceirização e informalidade ainda ameaçam a dignidade plena dos trabalhadores do setor. Com base na observação de 58 mil situações de riscos em cinco grandes obras pelo país, uma consultoria privada identificou 12,3 mil (22%) situações de desvios dos padrões recomendados quanto ao risco de quedas de pessoas e materiais, especialmente para trabalhos em altura.

Dados disponibilizados pelo Ministério da Previdência Social fornecem um quadro mais amplo. Por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é possível notar que os acidentes de trabalho na construção civil cresceram 69,3%entre 2006 e 2008. O número de óbitos aumentou 25% no mesmo período e os acidentes que causaram incapacidade permanente subiram 37%. Impressiona ainda mais o salto de acidentes que causaram afastamento de empregados por mais de 15 dias de 2006 a 2008: 122%.

Riscos e problemas

Para o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Luiz Queiroz, a preferência dos jovens por outros setores é um indício relevante. "Um jovem hoje prefere ir para outros setores e não para construção civil, pois os riscos da profissão não têm uma compensação financeira", coloca. "É muito menos desgastante trabalhar com telemarketing e o salário é o mesmo". Na avaliação de Luiz, a precarização está ligada à expansão acelerada do setor. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), João Rodrigues, destaca outro fator relacionado ao problema: a intensificação do trabalho no canteiro de obras. "Falta mão de obra qualificada, aumenta-se, então, a carga horária e/ou a exigência por prazos. Desse jeito, o cansaço facilita a ocorrência de acidentes".

"O ritmo muito intenso traz novos problemas para a saúde do trabalhador como LER [Lesão por Esforço Repetitivo], Dort [Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho] e hérnia. Alguns chegam a trabalhar de segunda a segunda. Isso aumenta o risco", adiciona Luiz, da Conticom, confederação ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A expansão da setor expõe outro aspecto negativo: a falta de treinamento. A NR-18, que rege as condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, obriga as empresas a fornecer treinamento. Na prática, contudo, as instruções muitas vezes não são dadas adequadamente. "As grandes empresas costumam fazer algum treinamento protocolar. O sindicato preferiria palestras específicas. O trabalho feito pelo carpinteiro é diferente do que é feito pelo pedreiro", coloca João, do Sintracon, organização sindical filiada à Força Sindical.

Além disso, o problema da informalidade continua sendo uma realidade na construção civil. Balanços do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sublinham que os empregos informais chegam a ultrapassar 50% nas regiões metropolitanas. Em São Paulo, 61,5% de trabalhadores do setor não tinham carteira assinada em 2008, seja trabalhando por conta própria ou como assalariados sem vínculo formal. "A informalidade é muito grande. Tem empregador que chega a reter a carteira de trabalho e só registra em caso de acidente, para evitar um problema maior", acusa Luiz. A informalidade, completa ele, também está ligada às terceirizações e quarterizações, que precarizam a saúde e segurança do trabalho. Houve até casos recentes de trabalho escravo no setor.

Fiscalização e propostas

Desde 2009, o Ministério Público do Trabalho (MPT) coordena o Programa Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Construção Civil, que tem como objetivo intensificar a atuação preventiva no setor, para tentar evitar a ocorrência de mais problemas na construção civil. A procuradora do trabalho Cinthia Passari Von Ammon, que coordena uma das atuações regionais do programa na região de Ribeirão Preto/SP explica que o primeiro passo é explicar às empresas a importância do cumprimento das normas de segurança. Nesta fase, o MPT notifica quais obrigações devem ser cumpridas e estabelece 60 dias para adequação.

Um dado específico da região e que chamou a atenção da procuradora do trabalho foi a migração de cortadores de cana-de-açúcar para a construção civil. Com a mecanização de boa parte dos canaviais, parte dos trabalhadores ficou sem trabalho. "O problema principal é a transferência de trabalhadores da área rural que migraram de outros estados. Eles acabam se sujeitando a trabalhar em situação pior do que a dos próprios cortadores".

O dirigente sindical Luiz, da Conticom, prega, além da fiscalização, mudanças maiores no setor. "Quando for pensada uma obra, tem que ser pensado qual o tipo, a característica, e quais os riscos existentes, desde a planta até a entrega. Tem que ter planejamento por parte das empresas", recomenda. "As empresas só reclamam que falta qualificação. Mas falta salário e o trabalho é muito desgastante. Não é só qualificar".

Na avaliação de Haruo Ishikawa, vice-presidente das Relações Capital-Trabalho do SindusCon-SP, a associação da construção civil com riscos para o trabalhador faz parte de um "estigma". As condições de saúde e segurança do trabalho, garante, têm melhorado nos últimos anos. "Há 10 anos, transporte e construção civil eram os campeões absolutos de acidentes de trabalho. Hoje, não ocupamos mais essa posição", argumenta.

Ele reconhece que a informalidade ainda se alastra por aproximadamente metade de todo o setor, mas enfatiza que a indústria formal tem buscado avanços em termos da qualidade do emprego. A proporção maior de registros de acidentes está vinculada ao aumento de formalizações, avalia Haruo. Foram mais de 1,1 milhão de novos empregos a partir de 2000. "Desde 2006, estamos passando pelo período com mais contratações".

Os acidentes na construção civil têm conexão também com a mudança nos padrões de avaliação de acidentes do INSS, na análise de Damásio Aquino, pesquisador da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro). Em 2007, a adoção do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), que define a classificação dos problemas de saúde passíveis de concessão de benefícios, inseriu algumas doenças ocupacionais (LER, Dort, etc) dentro das categorias de acidentes . "Até 2006, a curva dos acidentes de trabalho era descendente, a partir da mudança do NTEP em 2007, esses números passaram a aumentar".

Sobre a intensificação do trabalho nos canteiros, Haruo, do SindusCon-SP, diverge da posição apresentada pelos sindicatos. Ele declara que as empresas vêm respeitando as convenções coletivas de trabalho (CTCs) e as exigências estão dentro dos padrões normais. O representante patronal adiciona ainda que os empregadores investem em treinamento e cita inclusive uma parceria firmada com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que pretende atender 60 mil trabalhadores do setor.

A absorção da mão de obra de ex-cortadores de cana pelo setor tem de fato ocorrido, confirma Haruo. Segundo ele, os acordos dos últimos cinco anos garantiram aumentos reais do piso salarial dos empregados da construção acima da inflação, além de melhorias em termos de alimentação e outros benefícios. Dados do Dieese mostra, entretanto, que o rendimento médio do trabalhador do setor caiu entre 1998 e 2008. Em São Paulo, por exemplo, a queda foi de 21,4%, já corrigida a inflação do período.

Fonte: Repórter Brasil / Revista Proteção

5 de nov. de 2010

CAROL





Abra os olhos e sinta o prazer da vida,
pois hoje é um dia muito especial.

É o seu aniversário !

É um dia para refletir
sobre o ano que passou.
Foram muitos erros e acertos,
mas sempre a certeza
de viver intensamente cada dia,
aproveitando cada momento
para aprender e evoluir.

Pois, cada dia é mais um passo
na longa caminhada da vida.
E certamente você como ninguém
sabe a pessoa especial que é.

Desejo-lhe tudo de bom.

Que você possa ser feliz
e faça os outros felizes,
pois não há dádiva maior
que a vida e o amor.

Por isso,
nunca pare a busca pelo crescimento interior
e continue sempre a ser
a pessoa que você é.

4 de nov. de 2010

DEFINIÇÃO DE SAUDADE

DEFINIÇÃO DE SAUDADE

Artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico Oncologista

Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (...) posso afirmar que cresci e modifiquei-me
com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional...

Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria.
Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.

Até o dia em que um anjo passou por mim!

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções
e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias.
Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar.
Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!

Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto.

Perguntei pela mãe.
A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

— Tio, — disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores...

Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade.
Mas, eu não tenho medo de morrer, tio.
Eu não nasci para esta vida!

Indaguei:


— E o que morte representa para você, minha querida?
— Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?
(Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)

— É isso mesmo.
— Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar.

- Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado", não sabia o que dizer.

Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
— E minha mãe vai ficar com saudades — emendou ela.


Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
— E o que saudade significa para você, minha querida?

Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade:" é o amor que fica! "


Meu anjinho já se foi, há longos anos.

Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu.

Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me ensinaste, pela ajuda que me deste.

Que bom que existe saudade!

O amor que ficou é eterno.

ATITUDE É TUDO!!!

Seja mais humano e agradável com as pessoas.

Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.

- Viva com simplicidade.

- Ame generosamente.

- Cuide-se intensamente.

- Fale com gentileza.

- E, principalmente, NÃO RECLAME!

1 de nov. de 2010

Entender processo que envolve acidente de trabalho é um desafio!

Ilustração: Beto Soares/Revista Proteção

Data: 05/10/2010

Benitez da Veiga Cavalheiro tem 23 anos e atuava em uma empreiteira de obras há nove meses. O jovem mora­dor de Porto Alegre/RS se dedicava aos serviços de pintura, ofício que vinha aprendendo com o tio, trabalhador do mesmo segmento. No mês de agosto, enquanto acompanhava a equipe na reforma de um prédio, no centro da capital gaúcha, Cavalheiro caiu de um andaime. Sem o equipamento de segurança adequado, o jovem sofreu uma queda aproximada de sete metros e fraturou uma das pernas. O acidente ocorreu por volta das 9h, em uma das esquinas centrais da cidade.

Curiosos logo cercaram o local, antes mesmo que o socorro chegasse. Agentes de trânsito foram acionados para organizar o fluxo de veículos prejudicado também pelo aglomerado de curiosos. A Brigada Militar isolou a área na tentativa de preservar o rapaz que era amparado por um dos colegas. Enquanto aguardava atendimento médico, Cavalheiro era orientado a não mexer o pescoço e manter a calma. Ele permaneceu caído sobre algumas tábuas colocadas de for ma improvisada sobre a estrutura metálica distante cerca de cinco metros do chão, por até 15 minutos, tempo que levou para a ambulância chegar até o endereço da ocorrência. Em seguida, os bombeiros foram acionados para retirá-lo do alto. "A sorte foi esse andaime não ter caído junto", dizia um popular ao se referir às condições do material que podia ser visto mesmo que coberto por redes proteção.

Enquanto isso, representantes da empresa de engenharia e da própria empreiteira não se manifestavam sobre o ocorrido, e pediam para que os funcionários não prestassem declarações à imprensa que já se posicionava no local. Era aparente o despreparo das partes para lidar com a situação que terminou com a obra embargada e o jovem hospitalizado.

Responsáveis pela empreiteira poderão responder por lesão corporal, uma vez que não houve acompanhamento e/ou orientação sobre a forma como o jovem deveria utilizar os equipamentos capazes de evitar o acidente. Cavalheiro foi liberado, sem previsão de volta para suas fun ções que lhe proporcionavam a renda necessária para o sustento de sua família.

Os últimos dados divulgados pela Previdência Social, relativos ao ano de 2008, apontam 49 mil acidentes de trabalho no setor da construção. A maioria deles se refere ao risco de quedas de pessoas e materiais, com destaque para os trabalhos em altura. Falhas na construção e na utilização de dispositivos para proteção estão entre os fatores que colaboram para o crescimento das ocorrências. A Declaração Universal dos Direitos do Homem, adotada pela Organização das Nações Unidas, ainda em 1948, já dizia que "toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal." Mais adiante, o documento deixava claro que todos têm "direito à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego." Mas foi somente quatro décadas depois, com a criação da Constituição Federal, que surgiram conceitos relacionados à redução dos riscos inerentes às mais diferentes funções, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Com o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), foram fundamentadas as NRs (Normas Regulamentadoras), relativas a estas questões importantes e de observância obriga tória pelas empresas públicas e privadas que possuem empregados regidos pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Contudo, se sabe que para prevenir o AT (Acidente de Trabalho) é preciso tempo e organização. Aliás, para entendê-lo e dar conta das consequências posteriores, o empenho deve ser ainda maior iniciando-se pela sua aceitação e registro.

Reportagem de: Marina Fauth














Fonte: Revista Proteção