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2 de mai. de 2011

Ergonomia traz bem–estar aos trabalhadores e previne as LER



Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Sentado na poltrona de um escritório, em pé sobre o chão de uma fábrica ou dirigindo um veículo pelas ruas e rodovias. Não importa o local de trabalho, qualquer atividade profissional, quando executada com postura incorreta ou em condições inapropriadas, pode ocasionar problemas físicos, psíquicos e sociais. É para evitar que isso ocorra e preservar a saúde plena dos trabalhadores que estudos ergonômicos devem ser feitos pelas empresas.

O corpo existe para se movimentar, por isso, os que passam o dia todo sentado em frente à tela de um computador têm que se atentar para algumas medidas importantes. A dica nesse caso é preferir cadeiras com regulagem de encosto, mesas cujas quinas não prendam a circulação e garantir que os pés estejam apoiados ao chão.

Já nos trabalhos em escala industrial, o ideal é que se ofereçam maneiras para que o colaborador se posicione semissentado, ou então, que cadeiras ergonômicas sejam disponibilizadas.

"Diante dos resultados indicamos o uso de cadeiras ergonômicas, uma vez que estas possibilitam regulagens para cada posto de trabalho, adequando à condição e a postura de nossos colaboradores. Assim, os problemas durante as atividades foram solucionados", explica o gerente administrativo, Rodrigo Romani Cavallini.

Contudo, não são somente os assentos que devem ser observados. Outra questão ergonômica de grande impacto é a acústica. Em ambientes de trabalho caracterizados por ruídos contínuos e intensos existe a pré-disposição do funcionário em apresentar alterações de humor e até mesmo níveis elevados de estresse, fatos estes que interferem no bem-estar da pessoa tanto no ambiente profissional como em sua vida social.

É para preservar a qualidade acústica do espaço de trabalho que algumas recomendações precisam ser seguidas. Cavallini informa que ações como a obrigatoriedade do uso de protetores auriculares em locais onde o enclausuramento das máquinas não consegue isolar totalmente os ruídos externos são atitudes tomadas pela fábrica e que rendem bons resultados.

Vale destacar que projetos ergonômicos podem passar ainda, dependendo do tipo do trabalho, por questões envolvendo as cores, a temperatura, a iluminação, dentre outros.

Bom para todos

A ergonomia assegura benefícios tanto para os colaboradores que terão menos risco de contrair Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou um Distúrbio Osteomusculare Relacionado ao Trabalho (Dort) como para os empregadores.

Isso porque quem trabalha com saúde tem maior produtividade e faz com que a empresa economize dinheiro não tendo que repor mão de obra qualificada em caso de afastamentos por doença ou acidentes e nem pagar possíveis indenizações.




Data: 27/02/2011 / Fonte: odiario.com 

25 de abr. de 2011

Investir em ergonomia aumenta a produtividade e reduz custos

Dados da Previdência Social mostram que cerca de 90% dos trabalhadores que se afastam por algum benefício são por doenças osteomusculares e sofrimento mental.

Atualmente as empresas têm em seu quadro um grande contigente de pessoas se afastando por esses problemas.

A ferramenta para resolver esse problema é a ergonomia, pois é a ciência que estuda e analisa os fatores de risco que causam as doenças osteomusculares e sofrimento mental. 

O grande problema nas empresas é a falta de organização do trabalho, a má gestão que não observa o esforço físico, a repetitividade, as más posturas, metas inatingíveis, entre outros.

Os benefícios da ergonomia são: prevenção de acidentes do trabalho, prevenção de doenças ocupacionais, melhoraria das condições de trabalho, evitar o erro humano, promover a integridade física e psicológica, melhorar a integração, aumentar a produtividade nas empresas e reduzir custos.

Saiba mais
Um laudo ergonômico também resguarda a empresa contra ações judiciais e indenizatórias. 

As empresas e instituições que empregam pessoas são obrigadas a ter uma análise ergonômica do trabalho, nos padrões indicados pela legislação. Na ausência desse trabalho, as empresas podem ser multadas.

Existem órgãos fiscalizadores que podem cobrar este documento, como a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o Ministério Público do Trabalho (MPT), sindicatos trabalhistas, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), além de associações de classe.

Data: 20/02/2011 / Fonte: odiario.com 

11 de abr. de 2011

Lesões biomecânicas são as que mais causam afastamentos

As lesões ocupacionais biomecânicas são responsáveis pela maior parte dos afastamentos de trabalho e têm relação com o carregamento de peso e transporte de carga, onde não existem bancadas adequadas ou mesmo uma estrutura específica para o funcionário realizar suas atividades. Nesses casos, a lesão na coluna é a grande vilã, segundo Fábio Guardiano Magrini, ergonomista e fisioterapeuta do trabalho.

Pensando nesse tipo de risco, a Proform, empresa do grupo Tiliform, implantou a ginástica laboral e adequou os aspectos que envolvem ergonomia e segurança no trabalho. "O ambiente foi avaliado por função. Acentos reguláveis, carrinhos hidráulicos para amenizar o esforço físico, apoio para os pés, nivelamento das telas dos computadores e talhas mecânicas para elevar turbinas, entre outros, foram alguns dos ajustes feitos", afirma Gilberto Duarte Carrijo Júnior, gerente operacional. 

Como retorno dos investimentos feitos pela empresa para se adequar às normas de ergonomia no trabalho, Carrijo cita a satisfação dos colaboradores, que rendem mais ao atuarem de forma mais confortável e segura em seu dia a dia de trabalho. 

Outro fator importante é a redução dos casos envolvendo lesões e, por consequência, de afastamentos de funcionários.

Insatisfação

Segundo o médico do trabalho e ortopedista Fábio Pinto Nogueira, é muito comum encontrar trabalhadores insatisfeitos com seus cargos, ambiente de trabalho e salários. Inconscientemente, esses profissionais somatizam essa carga negativa e transferem tais tristezas para dores orgânicas. 

"É um processo de difícil diferenciação, contudo, o médico do trabalho, conhecedor dos mecanismos físicos e orgânicos, consegue definir qual é a origem da queixa, se ela é orgânica ou de fundo psicológico".

O que também não é incomum é o fato de trabalhadores fingirem dores e lesões, uma vez que existem interesses secundários tais como aposentadoria, ganhos previdenciários, entre outros objetivos que podem levar a determinadas simulações



Data: 14/03/2011 / Fonte: JCNET