Foto: Alex Ibañez / Governo do ChileData: 13/10/2010 / Fonte: Redação Revista Emergência
Chile - Os 33 mineiros chilenos presos desde o dia 5 de agosto a uma profundidade de 700 metros na Mina San José, no norte do país, começaram a ser resgatados por volta das 23h18 da terça, 12, com a descida ao refúgio dos mineiros de Manuel González Pavez, o primeiro socorrista. González, que trabalha para a Codelco, estatal chilena do cobre, levou 17 minutos para descer os 622 metros do túnel de 66 cm de diâmetro. Ele fez o primeiro contato com os mineiros e foi recebido por eles com emocionados abraços. Depois, os mineiros o cercaram para receber instruções sobre o resgate.
Primeiro mineiro chega à superfície
Florencio Avalos, de 31 anos, foi o primeiro dos 33 mineiros presos há mais de dois meses a ser resgatado. Após a subida, que levou cerca de 15 minutos, Avalos saiu caminhando da cápsula que o levou à superfície. Usando óculos escuros que lhe protegiam da claridade, ele aparentava tranquilidade e foi recebido com festa por familiares.
Alguns minutos depois, foi conduzido por paramédicos para a realização de exames. Técnicos envolvidos no resgate dizem que ele foi o escolhido por ser o mais forte do grupo - logo, estaria mais capacitado para lidar com eventuais dificuldades na subida. Antes, um técnico foi levado pela cápsula que resgataria os mineiros até o local onde eles estão. Ele analisou o estado do túnel e deu o aval para o início do resgate.
O último dos 33 mineiros, Luis Urzua, chefe do grupo, foi resgatado quarta-feira, 13, às 21h55. Depois de 70 dias presos a quase 700 metros de profundidade, tendo sobrevivido 18 dias com duas colheradas diárias de atum, os sobreviventes foram retirados com sucesso em uma das mais complexas operações de salvamento da história.
A operação
A cápsula Fênix 2, que foi utilizada para retirar os 33 trabalhadores presos no fundo da mina San José, no Chile, teve de ser especialmente construída para a operação. Com apenas 53 cm de diâmetro, ela é muito apertada, e abrigou sem nenhuma folga cada um dos mineiros que são içados.
O equipamento conta com capacete, aparelhos de comunicação, cilindros de oxigênio e um cinto de segurança. Em entrevista coletiva o ministro da Saúde do Chile, Jaime Mañalich, disse que o resgate dos 33 mineiros ocorreu conforme o planejado.
A cápsula avançou a uma velocidade de um metro por segundo, através do túnel. A subida deveria durar cerca de 15 minutos, mas acabou durando mais nos primeiros resgates e sendo mais rápida nos últimos.
Os 33 mineiros foram içados à superfície em uma cápsula de 4 metros de altura e 450 quilos dotada de tubos de oxigênio, equipamento de comunicação e de um sistema de aferição dos sinais vitais de alta tecnologia.
Os mineiros receberam roupas feitas de material especial, luvas, água e óculos escuros para que não sofressem danos oculares na chegada à superfície depois de tanto tempo na escuridão.
Um socorrista mineiro foi o primeiro a descer até o fundo da mina, seguido de um enfermeiro, de outro socorrista mineiro e de outro enfermeiro, para ajudar os mineiros em seu processo de saída para a superfície. Eles permaneceram sob a terra até que o último mineiro fosse retirado. Um sinalizador de luz e um alarme de ambulância indicavam o momento da chegada de cada mineiro à superfície, para alertar as equipes médicas.
Jean Romagnoli, um dos médicos do resgate, disse que os 33 estavam em boas condições para o resgate. Cada mineiro foi atendido por um médico logo depois da chegada. Nessa primeira avaliação, foram feitas perguntas simples, como se estavam com muita dor, e passaram por testes de lucidez.
Deus é fiel, em todos os momentos e situações, até naquelas que aos nossos olhos são impossíveis.
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